domingo, 14 de junho de 2015

Essa chuva que me encanta.



A chuva me agrada. Aqui do lado de fora você parece menos onipresente dentro de mim. O frio me distrai. As gotas da chuva se misturam às lágrimas. Já não sei o quanto choro, o quanto minhas lágrimas dizem o que meu peito sente, os olhos disfarçam e a boca cala.
A chuva me agrada. Porque não há nada que eu ame como a você, menina.
Ah, se as pessoas soubessem como é realmente amar, não diriam que amam tantas coisas. 
É impossível.
Essa coisa se instala em nós como um parasita, e suga a vitalidade. Não poderia amar mais uma de você, ou amar algo como amo você. Eu estaria morta. Mortalmente feliz.
Tantas sensações, informações, prazeres, angústias que não dou conta, e sinto meu sistema morrer, falhar, dar pane. Falho e tento outra vez.
Mas pra ti nunca é suficiente, você sempre quer mais, e eu, pobre de mim, não sei te dizer ''não''.
Antes da falta, eu já te preencho. Mas, querida, nunca é o suficiente. Não sou boa o bastante pra ti.
A chuva me encanta, porque ela faz comida o que eu queria fazer contigo. Te tocar, te sentir, te tomar, te pintar, nos unir e completar, preencher por inteiro e ao mesmo tempo. Antes de você partir e eu ficar aqui na chuva.
Porque, meu bem, veja bem, por isso a chuva me encanta.



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